quinta-feira, 25 de abril de 2019

Distrito de Paz de Albuquerque Lins, uma visita ilustre



Lins, um século de história
(Faltam 361 dias)

Distrito de Paz de Albuquerque Lins, uma visita ilustre


No ano de 1908, no dia 16 de fevereiro,  o Presidente da República, Excelentíssimo Sr. Afonso Pena, acompanhado do engenheiro Conde Paulo de Frontin, inspetor da estrada de Ferro Noroeste do Brasil,  visitou a região para proceder à inauguração da 20º seção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, Taís como; a estação Monjolo, Presidente Afonso Pena, atual, cidade de Cafelândia, onde almoçou.  E, a estação de Hector Legrú, hoje, Promissão, chegando até Miguel Calmon, hoje, atual Avanhandava.
Antes de tudo, e, em homenagem ao Major Manoel Joaquim de Albuquerque Lins Presidente da Província de São Paulo, a estação da via férrea situada no quilometro 152  recebeu o nome de “ Albuquerque Lins”  e, por motivos alheios, imprevistos, o Major, deixou de seguir viagem com a comitiva do Presidente, sendo representado pelo Deputado Luiz Toledo Sobrinho.
Em 1911, João Noronha Ribeiro e Virgílio Noronha Ribeiro construíram as primeiras casas de tábua. Também chegou, neste ano, Frederico Moreira da Costa.
Já em 1912, o Coronel João Pedro de Carvalho juntamente com sua esposa Dona Sózima Andrade de Carvalho veio para essas bandas, sendo ela, D. Sózima, Presidente da Legião Brasileira de Assistência, seção de Lins, criando ainda o Patronato Anita Costa; ambos paulistas, proprietário de uma gleba de terras.
Em 1913, estabeleceu aqui o Coronel Joaquim de Toledo Piza e Almeida e sua esposa, Dona Maria Augusta de Souza Piza.  Doou uma gleba de terra à municipalidade de Bauru, anexa à estação de Albuquerque Lins, para que se estabelecesse o novo povoado. Criou-se o Distrito de Albuquerque Lins, na qual foi transferido em 1914 para o Município de Pirajuí. Em 30 de dezembro de 1913, o Dr. Carlos Augusto Pereira Guimarães, Vice-Presidente do estado em exercício, promulgou a lei estadual nº 1.408, criando o Distrito de Paz de Albuquerque Lins, com sede no povoado da estação do mesmo nome da Estada de Ferro Noroeste do Brasil, no Município de Bauru.


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Distrito de Paz de Albuquerque Lins pertencente à Pirajuí



Lins, um século de história
(Faltam 362 dias)

Distrito de Paz de Albuquerque Lins pertencente à Pirajuí
  

Através da Lei Estadual nº 1.428 de 3 de dezembro de 1914, o Distrito de Paz de Albuquerque Lins foi transferido do município de Bauru para o município de Pirajuí. Graças à doação de duas fazendas às margens do rio Feio pelo Coronel Joaquim de Toledo Piza e Almeida proporcionou a vinda dos pioneiros como o Capitão Juvêncio Silva, o Cel. José Andrade Junqueira, João Moreira da Silva, Antonio Inocêncio de Carvalho, Sebastião Rebouças de Carvalho, João Caetano de Lima, os Coronéis José Garcia, João Pinto Ramalho, João Bráulio Junqueira de Andrade e Amâncio Nogueira, além de Dimas Ribeiro.
O Município começa a se desenvolver, ruas, vilas como; Vila João Pedro Carvalho, Vila Coronel Piza e Vila Independência, hoje, atual Praça da Bandeira, além de um do mais importante pólo de imigração japonesa do Estado de São Paulo, chegando aqui em 1915, com treze famílias que, enraizaram na lavoura cafeeira ainda em formação.
Em 1916, varias outras famílias vieram como o Sr. Fernando Osório Vilela, Cel. Paulino Sodré e  Nestor Ferreira. Ano, também, que, surgem as primeiras construções de tijolos por José Garcia Carvalho. No ano seguinte, 1917, o farmacêutico Vicente Aielo, vindo da cidade de São Manuel, instala sua farmácia em Lins.
Por volta de 1918, os senhores Paulo Luswarg e Arthur José Martins compram café e cereais para empresa Barros e Companhia. E, também, marca a chegada do Sr. João Bráulio Junqueira juntamente com outras varias famílias vindas do Estado de Minas Gerais, formando no Distrito o clã da família Junqueira.
Já em 1919, o engenheiro Dr. Gumercindo P. dos Reis,  natural de Ribeirão Bonito, Estado de São Paulo vem exercer e fixar residência por estas bandas, trazendo com ele o senhor Sebastião Vitorino da Silva que monta o seu gabinete dentário e assim o Distrito de Paz de Albuquerque Lins começa a formar sua história.


terça-feira, 23 de abril de 2019

Distrito de Paz de Albuquerque Lins


Lins, um século de história
(Faltam 363 dias)

Distrito de Paz de Albuquerque Lins

1º Estação Ferroviária de Albuquerque Lins - 1921

A Lei estadual nº 1.408 de 30 de dezembro de 1913, cria o distrito de paz de  “Albuquerque Lins”  no município de Bauru.
O Congresso Legislativo do Estado decretou e o Dr. Carlos Augusto Pereira Guimarães, Vice-Presidente do Estado promulgou a respectiva lei:
Artigo 1º - Fica criado o distrito de paz de Albuquerque Lins, com sede no povoado da estação do mesmo nome da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, do município de Bauru.
Artigo 2º - As divisas do novo distrito serão as seguintes: Começam na margem esquerda do rio Tietê, na confluência do rio Dourado,  sobem por este até a confluência do ribeirão do Campestre, por este acima até a cabeceira mais alta, daí até alcançar o divisor das águas Tietê – Feio, e, tomando à direita, continuam por este divisor até frontear as cabeceiras do córrego Tabocal, afluente à margem direita do rio Feio, por este córrego abaixo até o rio Feio, e por este abaixo até a confluência do rio Presidente Tibiriçá, antigo ribeirão dos Bugres, afluente à margem esquerda do rio Feio; desse ponto seguem por uma linha reta perpendicular ao curso geral do mesmo rio Feio, até encontrar o espigão divisor das águas Feio – Peixe; daí, tomando a esquerda, seguem por este espigão contornando todas as cabeceiras do ribeirão Três Ranchos; tomam à esquerda e descem por este ribeirão até a sua confluência com o rio Feio, e por este abaixo até a barra do córrego das Pacas, afluente da margem direita, e sobem por este córrego das Pacas até a sua cabeceira, e daí, transpondo o espigão divisor de águas Tietê - Feio, em reta até a cabeceira do córrego do Saltinho, pelo qual descem até a sua confluência como o rio dos Dourados; deste ponto em reta até a cabeceira mais próxima do ribeirão do Macuco, e por este abaixo até o rio Tietê, e por este baixo até o ponto de partida, na foz dos Dourados”.
Artigo 3º - Revogam-se as disposições em contrário.
O Secretário de Estado dos Negócios do Interior, assim a faça executar.
Palácio do Governo do Estado de São Paulo, em 30 de dezembro de 1913.
Carlos Augusto Pereira Guimarães.
Altino Arantes.
Publicada na Secretaria de Estado de Negócios do Interior, em 18 de janeiro de 1914.
O Diretor Geral – Álvaro de Toledo.

“Texto extraído do Jornal Correio de Lins, na coluna História & Estória, do Historiador José Ramos Antunes”. E, foto divulgação.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

Criação do Município de Albuquerque Lins



Lins, um século de história
(Faltam 364 dias)

Criação do Município de Albuquerque Lins

Estação de Albuquerque Lins em foto tirada no dia 26/06/19

Durante a 27ª Sessão Ordinária realizada no dia 10 de setembro de 1919, pela Câmara dos Deputados do Estado de São Paulo, que foi presidida pelo Sr. Almeida Prado, o deputado Piza Sobrinho pediu a palavra e discursou sobre dois projetos de Lei de interesse para a atual cidade de Lins e sua história.
...”Sr. Presidente, pedi a palavra para justificar, em breves considerações, dois projetos de lei de real interesse para a zona que mais diretamente tenho a honra de representar nesta Casa. Um deles se refere à elevação a Município do Distrito de Paz de Albuquerque Lins, desmembrando do município de Pirajuí, comarca de Bauru. Albuquerque Lins, Sr, Presidente, é uma das circunstância dessa região maravilhosamente fértil, a Noroeste do Brasil, que melhores elementos conta para uma fácil e próspera vida autônoma. O seu ubérrimo solo não é, como muitos dos nossos municípios, formado de extensos latifúndios, o que representaria sempre um sério obstáculo para o seu rápido desenvolvimento. Ao contrário, divide-se o ora grande distrito de paz em pequenas propriedades, intensamente cultivadas por uma numerosa e ativa população, cheia de energia e de inteligentes iniciativas. Os documentos que acompanham o projeto que vou ter a honra de enviar à Mesa, demonstram cabalmente o quanto é justa a aspiração do laborioso povo de Albuquerque Lins”...
...”Penso ter demonstrado, apesar de sinteticamente, a justiça da aspiração do povo de Albuquerque Lins, encontrando a digna Comissão de Estatísticas mais fartas informações nos documentos que acompanham o meu projeto”...
Em ato contínuo, o deputado Piza Sobrinho encaminhou à Mesa, sendo lido, julgado objeto de deliberação e enviado à Comissão de Estatística, Divisão Civil e Judiciária, o Projeto de Lei n° 11,  a qual foi aprovado em 1ª e 2ª discussões, criando o Município de Albuquerque Lins, na Comarca de Bauru.
No dia 20 de novembro de 1919, no Expediente da 60ª Sessão Ordinária, sob a presidência do Sr. Antônio Lobo, foi submetida à discussão, e sem debate aprovada, pela Câmara dos Deputados do Estado de São Paulo, a redação do Projeto de Lei nº 11, de 1919, cuja redação, impressa e distribuída, proporcionou a remessa do referido projeto ao Senado.
E, no dia 27 de dezembro de 1919, foi promulgada a Lei Estadual nº 1.708, criando o município de Albuquerque Lins, a qual foi instalada no dia 21 de abril de 1920.

“Texto extraído do Jornal Correio de Lins de 21 de abril de 1927, pelo Historiador José Ramos Antunes em sua coluna História & História”. E, foto divulgação.


domingo, 21 de abril de 2019

Instalação do Município de Albuquerque Lins



Lins, um século de história
(Faltam 365 dias)

Instalação do Município de Albuquerque Lins

Cidade de Lins iluminada por um arco-íris

1920, foi um ano muito importante para emancipação político-administrativo de Lins, pois, no dia 1º de março foi realizada a primeira eleição para escolha de vereadores num total de 6 cadeiras, para o município de Albuquerque Lins, então Comarca de Pirajuí, para um mandato de 3 anos (20/04/1920 a 15/01/1923). Funcionou apenas uma seção eleitoral.
Os vereadores eleitos foram: O Tem. Florêncio Pupo Netto; Dr. João Luiz de Souza; Coronel João Pinto Ramalho;  José Antunes da Silveira; Manoel de Sá Fortes Junqueira Júnior e o Dr. Urbano Telles de Menezes.
Os seis vereadores eleitos no dia 17 de abril, durante a 3ª sessão, por voto secreto, elegeram o primeiro Prefeito do Município de Albuquerque Lins: O médico e vereador Dr. Urbano Telles de Menezes que obteve 5 votos contra o vereador que, então, passou a ser o Primeiro Vice-Prefeito: Tenente Florêncio Pupo Netto. O Primeiro Presidente da Câmara: José Antunes da Silveira; e o Primeiro Vice-Presidente da Câmara: Coronel João Pinto Ramalho.
No dia 21 de abril de 1920, às 14h:30, no edifício da Câmara, na avenida 4, depois, avenida 21 de abril, 68, hoje, Calçadão Tancredo Neves, em terreno ao lado do atual “Edifício Caixa Econômica Federal”, realizou-se a sessão solene de instalação do Município de Albuquerque Lins e posse de sua primeira Câmara Municipal, em um grande acontecimento para a história político-administrativa de Lins.


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Maracujá, Flor da Paixão

Maracujá, Flor da Paixão uma analogia ao período quaresmal
Por: Manoel Ramires


     
           Estamos nos últimos dias do período quaresmal e, a igreja celebra a semana da paixão e morte de Jesus Cristo. Nesta semana,  a qual é chamada de Semana Santa (14 a 21 de abril de 2019), antigamente, os santos da Igreja Católica ficavam cobertos por um pano roxo. Hoje, o roxo permanece somente na estola, peça estreita, terminada por duas partes mais largas, que o padre usa para administrar os sacramentos. E esse roxo também presente na flor do maracujá, que envolve todos os seus mistérios,
          Os europeus levaram o maracujá para dentro da igreja, há uns 400 anos e a historia narra ainda que o Papa Paulo V, Camillo Borghese, Roma – Itália, de 16/01/1605 à 28/01/1621, 15 anos de Pontificado, identificou a flor com sua forte cor, com o martírio de Cristo no calvário.
          Foi também com esta coincidência encontrada na flor do maracujá que chamou a atenção dos jesuítas no século XVI, quando chegaram aqui no Brasil. A história nos mostra que os jesuítas utilizaram da flor do fruto do maracujá para ajudar na catequização dos índios. Maracujá na língua indígena representa alimento em forma de cuia (do Tupi-guarani, Mara Kuya, fruto que se serve)..
          Segundo os cientistas, existem aproximadamente uns 500 tipos da espécime em todo o mundo. Esse fruto que é nativo da América do Sul, das zonas tropicais e subtropicais, o Brasil é o maior produtor mundial de maracujá e, é na Europa, também cultivada e conhecida como planta ornamental. E a flor do maracujá, em latim, recebe o nome de Passiflora, que significa: Flor-da-paixão. A flor do maracujá, quando em seu habitat natural, para florescer, necessita de muita luminosidade e de temperatura alta, quando então, emite botão que dará uma flor e que se abrira em curto espaço de tempo no decorrer dos dias. Se apanharmos a flor, logo se fecha e não abrirá nunca mais.
           A sua reprodução é feita pela borboleta, a mamangava e artificialmente pelas mãos do homem, além, é claro, de outros pequenos insetos, que transferem o pólen dos estames (parte masculina) para os estigmas (parte feminina) de outra flor. Daí o ovário se desenvolve e vira fruto em dois dias e, depois de dois meses, o fruto torna-se adulto e está pronto para colheita. O melhor fruto é aquele que cai no chão. O maracujá tem a casca verde,  é redondo ou ovoide, ficará maduro quando amarelar, ou ficar na cor púrpura escuro. Cada fruto contém aproximadamente 500 sementes. É utilizado para produzir sucos ou polpa de maracujá, além do fruto possuir propriedades calmantes.
          A coincidência ou manifestação divina, com referência a via sacra e a flor do maracujá, está em que; depois da condenação à morte, Jesus é chicoteado, recebe uma túnica de cor roxa e também a coroa de espinhos.
           Os filamentos internos da flor significam a coroa de Cristo, as gravinhas, que se enrolam nos objetos, e que servem para segurar a planta, o acoite. Em Gólgota, Jesus afasta o cálice de vinho e esse cálice fica na parte central da flor. Os estigmas são aquelas três cabecinhas vistas na parte frontal da flor, representam três cravos (dois das mãos e um dos pés). A esponja umedecida com vinagre, colocada na lança, servida pelo soldado romano (Centurião), representa: a lança faz comparação com a folha; e a esponja, parte que sustenta os estigmas. As cinco chagas de Cristo são os estames. As pétalas, num total de 10, são consideradas os apóstolos. Não estão incluídos nesta contagem os apóstolos, Pedro e Judas, pois eles não compareceram ao local da crucificação de Cristo. Os cristãos sempre usaram símbolos para expressar, externar, ou mesmo sentir dentro de si a manifestação de Deus. Na verdade, as flores são um resumo da vida na sua manifestação de amor, no nascimento e na morte, traduzindo uma mensagem de alegria e de dor.
Neste ano, na Campanha da Fraternidade, que ocorre no período Quaresmal, a igreja nos convida e nos estimula a participar da campanha com o tema “Fraternidade e políticas publicas” e, o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27), inspirado no Profeta Isaías, à luz da palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja para fortalecer a cidadania e o bem comum e, a isso chamamos de sinal da Fraternidade.
 Feliz Páscoa!


quarta-feira, 17 de abril de 2019

Bairro Paulo Freire de Lins uma visão lunar



Benfeitorias e melhoramentos no Residencial Paulo Freire (Cohab Chris) de Lins

Serviço de "Tapa Buracos" nas ruas do Conjunto Habitacional Paulo Freire de Lins.

(Total de 238 buracos)

Buracos na Rua Álvaro Sampaio da Silva na entrada do bairro Paulo Freire
     No dia 16 de Abril desse ano, foi entregue à Prefeitura Municipal de Lins um Ofício de número 001/2019,  referente ao serviço de "tapa buracos" nas ruas do Residencial Paulo Freire, bairro, conhecido carinhosamente como Cohab Chris, e protocolado pelo número 5.563/19 de 16/04/19.
     O Ofício solicita em questão de urgência  o serviço de tapa buracos das ruas conforme lista das ruas e as quantidades de buracos em cada uma delas e, esse ofício visa melhoramento no bairro evitando assim acidentes graves:

          Rua João Vaz de Lima, 82 buracos
          Rua Neuza Terezinha C. Gonçalves, 12 buracos,
          Rua Júlio Boiça, 15 buracos,
          Rua Antonio A. Quaggio, 28 buracos,
          Rua Álvaro Sampaio da Silva, 31 buracos,
          Rua Orlando Gabanella, 32 buracos,
          Rua Pedro Miranda de Campos, 15 buracos,
          Rua Antonio Grassi, 02 buracos e
          Rua Avelino Lopes, 21 buracos.

     Totalizando 238 (duzentos e trinta e oito buracos) no Conjunto Habitacional Paulo Freire.
  
     Foram enviadas cópias para imprensa de Lins e região e para os vereadores.